Cefaleia tensional em crianças: causas e tratamentos

A cefaleia tensional é uma das causas comuns de dor de cabeça, atinge cerca de 38% a 74% dos brasileiros. Pode ser episódica, quando ocorre por um período menor de 15 dias por mês, ou crônica, por mais de 15 dias/mês.Esta contração involuntária e crônica, acentuada nos músculos na parte de trás do pescoço e no couro cabeludo, pode afetar adultos, adolescentes e crianças.

A cefaleia tem duração mínima de 30 minutos, mas pode durar até vários dias. A cefaleia tensional ainda não está bem compreendida na literatura médica, até porque não existe uma causa única para esta dor de cabeça.

A cefaleia tipo tensional tem como sintoma a sensação de pressão ou aperto (não pulsátil) em toda a cabeça, geralmente ocorrendo mais ao final do dia, com intensidade de fraca a moderada, que não chega a impedir a pessoa de realizar suas tarefas diárias.

Possíveis causas da cefaleia tensional em crianças

Nos pequenos que já estão na fase escolar, deve-se observar algumas possíveis causas:

Exposição a muitos esforços físicos e mentais, como o que acontece no período de provas
Atividades fora da escola ?competições esportivas e/ou outras atividades físicas

Também podem ser fatores desencadeantes para as crises nas crianças:

Falta de repouso suficiente
Má postura
Estresse emocional ou mental (sim, crianças também têm estresse!)
Cansaço
Jejum prolongado
Problemas odontológicos como bruxismo, barulho, claridade, entre outros.
Hoje em dia, crianças e adolescentes permanecem muito tempo à frente de computadores, celulares e tablets. Controle o acesso e o excesso, pois podem ser medidas eficazes que ajudam a diminuir as crises.

Primeiras análises

Quando a criança se queixar de dor de cabeça, preste atenção e observe também se ela está deixando de exercer alguma atividade cotidiana normalmente. Deixar de ir à escola 2 a 3 vezes ao mês pode ser um indício de cefaleia tensional.

Buscando ajuda médica

A dor de cabeça na fase infantil precisa ser diagnosticada o quanto antes, e de forma precisa, para uma prevenção adequada. Geralmente, o tratamento é à base de medicamentos, acompanhado de fisioterapia. Na hora da crise, podem ser indicados analgésicos. Em todos os casos, o tipo de medicamento e a dose a ser administrada devem ser prescritas por um pediatra, neuropediatra ou neurologista.

Recomendação

Independente da condução do tratamento, a recomendação é que durante as crises a criança faça repouso. Colocá-la para dormir é o mais indicado, pois o sono é um ótimo finalizador de dor nessa faixa etária.

Ano: 
2017
Data (D/M): 
sexta-feira, 7 Abril, 0000

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