Da limpeza do umbigo à mamada: acabe com os medos mais comuns com recém-nascidos

09/07/2017

A chegada do bebê é um momento especial e delicioso, no entanto, ela é acompanhada também por uma série de novidades e receios que teimam em assombrar os novos pais. Saiba como lidar com os medos mais comuns e garantir os cuidados certos para o seu pequeno.

Limpeza do umbigo

O coto umbilical pode ser bastante aflitivo para as novas mamães, afinal, é acompanhado do medo de machucar a criança durante a limpeza. “A primeira coisa a lembrar é que essa região é como uma gelatina que seca e fica sem sensibilidade alguma, e mesmo que sangre, não dói. Após o banho no corpo todo, você deve secar o bebê e então passar álcool 70% com a ajuda de algodão no coto até que ele saia. Esse cuidado é importante para evitar infecções e o mal de sete dias, como é chamado o tétano umbilical”, explica o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses”.

Após a queda, é possível que sobre um pouquinho de sangue ou outras impurezas na região, que podem ser limpas de maneira prática. “Continue o álcool por três dias até que fique sequinho, e depois limpe com óleo de amêndoas ou óleo neutro em uma haste flexível sempre que notar sujidades ou irritações na região”, indica.

O primeiro banho sozinha

Mesmo com a aula de banho geralmente dada na maternidade, o momento do primeiro banho desacompanhada pode gerar uma série de preocupações. No entanto, pode ficar tranquila: com os passos certos o seu pequeno estará seguro. “Temos que lembrar que criança não quebra. Apoie ela pela nuca e coloque uma quantidade de água que chegue até a metade da criança deitada, assim você consegue jogar a água sem medo de acabar indo na cabeça. Banhe todo o corpo, passando o sabonete nas mãos e depois por todo o corpinho, frente e costas. O bumbum deve ficar apoiado. Para quem acha difícil, existem as redinhas de proteção para banho, que mantém o bebê fora da água mesmo que escorregue das mãos da mãe, então é bastante útil”, aconselha.

A limpeza das partes íntimas

Não sabe exatamente como lidar com as partes íntimas do bebê? “As meninas precisam do sabonete na região próxima ao ânus, e devem ser limpas nos pequenos e grandes lábios vaginais, apenas. Se sobrar secreção do parto nessa área não se preocupe em tentar remover tudo de uma vez: pode passar um pouquinho de óleo neutro no algodão depois do banho e fazer a limpeza para que vá amolecendo. Nos meninos, apesar de muitos pediatras dizerem para forçar a abertura do pênis, não recomendo. Praticamente todas as crianças nascem com ele fechado e 85% delas chegam aos 12 anos com ele aberto sem que ninguém manipule – então pode deixar assim. Ao forçar, você pode provocar micro-rachaduras que vão dar ardor no momento da urina e ainda fechar ainda mais por conta da cicatrização. Limpe bem embaixo do saquinho escrotal, porque podem sobrar resquícios da sujeira da fralda ”, ensina o especialista.

Assaduras

Você tem receio de que seu pequeno sofra com as assaduras, e acaba usando pomada a cada troca de fraldas? Acredite, isso pode atrapalhar mais do que ajudar. “As pomadas e cremes são recomendadas quando a criança está com alguma lesão. Você pode limpar com água morna e sabão em um algodão quando for trocá-lo e então passar um óleo de amêndoas ou óleo neutro (algumas mães preferem fazer a limpeza direto com o óleo). Ele vai funcionar como um isolante entre a pele e a fralda para reduzir irritações. Já a pomada pode ressecar e machucar”, conta.

Frequência de mamadas

Afinal, você deve acordar o bebê para mamar caso ele não peça pelo leite? Essa é uma dúvida bastante comum entre as mamães, e o especialista esclarece: “No primeiro mês ele pode mamar toda vez que chorar, e se ficar mais de três horas sem pedir a mãe deve alimentar, porque existe um risco de entrar em hipoglicemia. A partir do primeiro mês o risco desce a quase zero, e você pode começar a fixar horários. Geralmente, as crianças passam a aguentar até seis horas sem mamar, então é interessante montar um cronograma para que esse intervalo ocorra a noite, mamando de três em três horas até a hora de dormir. Isso ajuda a criar uma disciplina de sono para que ele descanse a noite toda, e ela servirá de base para todo o restante da disciplina futura dessa criança”. Vale lembrar que a amamentação exclusivamente no peito é recomendada pela Organização Mundial da Saúde pelo menos até os seis meses.

Sufocar ao dormir

Com o inverno, é comum ficar perdida entre duas preocupações bastante básicas: a da criança passar frio, e a de sufocar com o cobertor no meio da noite. “Uma forma de protege-la é usar mais roupas e apenas cobertores leves de microfibra, que aquecem bem. Para quem tem aquecedor tipo radiador, que não tira a umidade do ar, ele pode ser também um aliado. Lembre-se que a criança tende a dormir na posição em que estava no útero e que se sente confortável, então se ela pegou no sono, deixe daquela forma. Ficar tentando apertar demais a criança enrolando e colocando rolinhos para que ela não se mova vai tirar esse conforto e até causar choros”, esclarece.

Ano: 
2017

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